Fundador da Kaspersky critica pedido de desinstalação de antivírus por alemães

O fundador e presidente da Kaspersky, Eugene Kaspersky, publicou uma carta aberta na qual comenta sobre a decisão do Escritório Federal de Segurança da Informação (BSI) da Alemanha de recomendar que empresas desinstalem produtos da companhia. A alegação seria que a firma russa poderia ser usada pelo governo de Vladimir Putin para espionar inimigos.
Alemanha recomenda que empresas desinstalem produtos da Kaspersky Kaspersky lança serviço para acelerar remoção de domínios maliciosos da internet Para piorar, usuários foram às redes sociais para questionar a empresa e exibir prints com supostos links que direcionariam para um endereço .ru vinculado aos militares da Rússia. Esse conjunto de acontecimentos levou muita gente a ficar com um pé atrás com uma das maiores empresas de cibersegurança do mundo. O fundador da empresa de antivírus decidiu se manifestar sobre a decisão do órgão regulador da Alemanha (Imagem: Reprodução/Kaspersky) Sem entrar em detalhes, Eugene disse que tais afirmações são meras especulações que não têm fundamentação objetiva ou técnica. "Nos vinte e cinco anos de história da empresa, nunca se descobriu nem se provou nenhuma evidência de uso ou abuso da Kaspersky para fins maliciosos, apesar das inúmeras tentativas nesse sentido", ponderou o executivo. Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você! Na avaliação de Kaspersky, a decisão do BSI foi motivada unicamente por motivos políticos. Ele criticou o fato de que a organização defende "a objetividade, a transparência e a competência técnica",mas abandonou os princípios "da noite para o dia". Falta de diálogo do BSI com a Kaspersky O executivo afirma ainda que teve apenas algumas horas para entender e responder às acusações feitas pelo BSI. "Isto não é um convite ao diálogo, isto é um insulto", criticou. Ele reforça que a decisão do órgão alemão seria apenas um ataque injustificado contra Kaspersky e todos os seus colaboradores, especialmente os que trabalham na Europa. Ele lembrou que o BSI ou qualquer outro órgão regulador pode visitar os Centros de Transparência da Kaspersky na Europa, onde estariam localizados servidores e a infraestrutura dos produtos da companhia, para realizar auditorias no "código-fonte, mecanismos de atualização, arquitetura e processos". O executivo ressalta que todos os dados de clientes europeus ficam armazenados na Suíça e não na Rússia.

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